"É um costume anglo-saxónico, em Portugal nem por isso. Mas quem fez, diz que vale a pena tirar um ano para viajar antes de começarem a trabalhar ou entrar na faculdade" (daqui)
Já tinha ouvido falar nesta iniciativa, mas no momento deixei passar e nunca mais me lembrei.
Ontem, por um motivo que não interessa nada para o post :), a ideia veio de novo ao meu encontro. E lembrei-me de partilhar com vocês, porque acho muito interessante e não sei se conhecem o conceito.
E em que consiste o Gap Year?, perguntam vocês. (ainda não ouvi nada, vá, repitam...)
Como advogam, o Gap Year consiste, de forma muito sucinta, em fazer um intervalo na vida para decidir o futuro.
Assim, o GY é um ano (normalmente durante um ano lectivo ou 12 meses) em que se faz um "intervalo na vida do dia-a-dia", aproveitando para iniciar outra actividade, habitualmente noutro país. Este intervalo pode ser feito em qualquer fase da vida, da juventude à terceira idade.
Normalmente faz-se num ano de intervalo entre o final do secundário e o ingresso na universidade. Mas, porque não fazê-lo no ano em que se acaba o curso e se espera (desesperadamente) pelo primeiro emprego?
E um dos pontos mais positivos que vejo neste projecto é o facto de cada um ter a liberdade de planear e definir o seu GY exactamente como desejar, mas tendo sempre o apoio desta estrutura em todos os passos da planificação e execução.
De acordo com os desejos e ambições de cada um, o GY pode transformar-se num ano de:
- Voluntariado
- Reflexão
- Estágio
- Trabalho
- Turismo
- Descanso e festa
- Um mix de todas as vertentes anteriores (o "modelo" mais seguido em todo o mundo)
E o valor desta "aventura"? Foi a questão que imediatamente me veio à cabeça.
Pois é, não é barato, mas também não é um exagero (para quem pode, claro; isso nem se discute...), se tivermos em conta a experiência e vivências que nos seriam proporcionadas.
No
site do GY Portugal (onde conseguem encontrar as respostas a todas as vossas dúvidas) apresentam-nos um quadro que compara os gastos que teriam caso, por exemplo, fossem imediatamente para a universidade com os gastos do GY num país como a Índia:
Claro que estas gastos estão dependentes do que cada um pretender do GY.
"Mergulhar com tubarões, meditar com o Dalai Lama ou dar a volta ao mundo. Um ano por sua conta, para fazer o que quiser. Sem horários nem obrigações. Os ingleses inventaram o conceito e chamaram-lhe gap year, uma espécie de ano sabático, que é feito antes de se entrar na faculdade ou de começar a trabalhar. Todos os anos, cerca de 200 mil ingleses partem de mochila às costas para uma aventura que os torna mais independentes e os ajuda a decidir o que vão fazer no futuro. "É muito importante para o crescimento pessoal. Libertam-se da pressão de fazer tudo de carreirinha, sem pensar bem no que estão a fazer. Orientam a própria vida, sem seguirem os desejos de terceiros. Aprendem a desenrascar-se sozinhos e encontram a sua vocação, porque viraram-se para dentro à procura de respostas", explica a psicóloga Catarina Mexia." (daqui)
Percam-se no
site e na
página do Facebook. Mesmo que achem que "não é para vocês" vão ver, mais não seja para ficarem a conhecer e poderem divulgar.
Então, o que acharam?
Eu adoro o conceito! Faria já hoje um GY no âmbito do voluntariado (com um bocadinho de todas as outras vertentes), se tivesse todas as condicionantes a meu favor...