Gap Year Portugal

23/01/2013


"É um costume anglo-saxónico, em Portugal nem por isso. Mas quem fez, diz que vale a pena tirar um ano para viajar antes de começarem a trabalhar ou entrar na faculdade" (daqui)

Já tinha ouvido falar nesta iniciativa, mas no momento deixei passar e nunca mais me lembrei.

Ontem, por um motivo que não interessa nada para o post :), a ideia veio de novo ao meu encontro. E lembrei-me de partilhar com vocês, porque acho muito interessante e não sei se conhecem o conceito.

E em que consiste o Gap Year?, perguntam vocês. (ainda não ouvi nada, vá, repitam...)
Como advogam, o Gap Year consiste, de forma muito sucinta, em fazer um intervalo na vida para decidir o futuro.

Assim, o GY é um ano (normalmente durante um ano lectivo ou 12 meses) em que se faz um "intervalo na vida do dia-a-dia", aproveitando para iniciar outra actividade, habitualmente noutro país. Este intervalo pode ser feito em qualquer fase da vida, da juventude à terceira idade.
Normalmente faz-se num ano de intervalo entre o final do secundário e o ingresso na universidade. Mas, porque não fazê-lo no ano em que se acaba o curso e se espera (desesperadamente) pelo primeiro emprego?
E um dos pontos mais positivos que vejo neste projecto é o facto de cada um ter a liberdade de planear e definir o seu GY exactamente como desejar, mas tendo sempre o apoio desta estrutura em todos os passos da planificação e execução.

De acordo com os desejos e ambições de cada um, o GY pode transformar-se num ano de:
  • Voluntariado
  • Reflexão
  • Estágio
  • Trabalho
  • Turismo
  • Descanso e festa
  • Um mix de todas as vertentes anteriores (o "modelo" mais seguido em todo o mundo)


E o valor desta "aventura"? Foi a questão que imediatamente me veio à cabeça.
Pois é, não é barato, mas também não é um exagero (para quem pode, claro; isso nem se discute...), se tivermos em conta a experiência e vivências que nos seriam proporcionadas.

No site do GY Portugal (onde conseguem encontrar as respostas a todas as vossas dúvidas) apresentam-nos um quadro que compara os gastos que teriam caso, por exemplo, fossem imediatamente para a universidade com os gastos do GY num país como a Índia:


Claro que estas gastos estão dependentes do que cada um pretender do GY.

"Mergulhar com tubarões, meditar com o Dalai Lama ou dar a volta ao mundo. Um ano por sua conta, para fazer o que quiser. Sem horários nem obrigações. Os ingleses inventaram o conceito e chamaram-lhe gap year, uma espécie de ano sabático, que é feito antes de se entrar na faculdade ou de começar a trabalhar. Todos os anos, cerca de 200 mil ingleses partem de mochila às costas para uma aventura que os torna mais independentes e os ajuda a decidir o que vão fazer no futuro. "É muito importante para o crescimento pessoal. Libertam-se da pressão de fazer tudo de carreirinha, sem pensar bem no que estão a fazer. Orientam a própria vida, sem seguirem os desejos de terceiros. Aprendem a desenrascar-se sozinhos e encontram a sua vocação, porque viraram-se para dentro à procura de respostas", explica a psicóloga Catarina Mexia." (daqui)

Percam-se no site e na página do Facebook. Mesmo que achem que "não é para vocês" vão ver, mais não seja para ficarem a conhecer e poderem divulgar.

Então, o que acharam?
Eu adoro o conceito! Faria já hoje um GY no âmbito do voluntariado (com um bocadinho de todas as outras vertentes), se tivesse todas as condicionantes a meu favor...

5 comentários:

Sofia disse...

Já conhecia este costume anglo-saxónico. Aliás, existem muitos conceitos, diria sobretudo da cultura anglo-saxónica, relacionados por exemplo com a gestão, administração, educação and so on... que simplesmente passam ao lado da nossa cultura. Não direi que são melhores nem piores. São diferentes. Também não tenho conhecimentos para falar de vantagens ou desvantagens, sobretudo no nosso contexto.

Angela Costa disse...

Desconhecia ... mas pelo que li parece-me muito interessante ... vou aos links cuscar :)

Jo disse...

Ah sim, também já tinha ouvido falar!

Inês M. disse...

Visto que terminei agora a licenciatura e nem sei bem que mestrado quero acho que me vou dedicar a um gap year!

LaranjaLima* disse...

Inês M., acreditas que enquanto estava a escrever o post lembrei-me de ti porque achei que eras menina para alinhar nisto? :)