Olá amor;) Adeus Férias=)

10/09/2012

O tempo passa a voar quando estamos de férias. Mas o tempo não passa a voar quando estamos longe do namorado. Por isso tive imensa sorte nestas férias. O tempo passou assim-a-assim.
Eu achava que dias de praia não me faziam assim tanta falta. A vontade de viajar para outros países e o facto de estar sempre a trabalhar no Verão, impediram-me de passar assim férias nos últimos anos.
Mas eu nasci e cresci com férias no Algarve. E estas fizeram-me tão feliz. Eu dizia ao N. que era esquisito ser tão feliz sem ele. Tal como li outro dia no blog da V. , sou feliz, mas sou sempre mais feliz na companhia dele, por isso estas férias foram estranhamente boas.
E acabaram com o aniversário do meu maior maior.
Pelo meio tive direito acordar com beijinhos do meu afilhado, de nadar com ele, de partilhar bolas de berlim, de tirar fotografias fantásticas =)
Mas  há momentos em que não vale de nada tentar por em palavras. São únicos.
Estas férias foram assim. E só houve um momento em que quis ir para casa: ontem. Quando o N. aterrou em Portugal.
Precisei de uma boa manhã para me convencer a não voltar para casa de comboio. Mas temos tempo. E o dia de aniversário é só um ao longo do ano.
É verdade que mal chegue, já volto à contagem decrescente. É verdade que falta muito tempo [2 meses é muito tempo]. É verdade que passamos a vida a adaptarmo-nos às mudanças e que somos sempre bem sucedidos. É verdade que sou uma chata. E às vezes um bocado dramática. E que tenho as melhores amigas do mundo, que me ouvem pacientemente e me fazem acreditar que tenho a felicidade aqui. Junto a mim. Não que duvidasse, mas quando sabemos o que é fantástico, só queremos tê-la sempre junto a nós.
E às vezes fica uma confusão aqui dentro. E estes dias foram perfeitos. Uma paz. Uma serenidade. E agora olho para trás e já estou com saudades. Quem não gosta desta vida?
Mas como vos disse, sou a miúda que vou embora das férias com o maior sorriso de sempre.
Sou a miúda que vai andar sozinha de avião e panicar muito só para passar o resto da noite com meu amor.
E as borboletas no estômago? E o coração acelerado ? E as saudades? E passar o dia a olhar para o relógio. E despedir-me da praia com um sorriso, já a pensar no jantar. E no peq.almoço do dia seguinte. E nas bolachas e moufins que vou fazer para o nosso lanche.
É verdade que não desvanece a contagem decrescente. E que a contagem decrescente é dolorosa. E ainda mais quando estamos longe.
E que já não suporto que me digam mais que passa rápido.
Não passa. Há dias em que tudo é fácil e há outros dias em tudo é difícil. E são nesses em que eu basicamente assumo que preciso ainda mais dele.
É claro que ajuda ter um namorado fofinho e que nunca se cansa das minhas inseguranças e dos meus dias maus. Ajuda ter um namorado paciente e que que diz a todo o tempo que só quer ficar connosco e que amanhã já será menos um dia.
Mas não acho que namoros à distância seja para todos. Acho que é para alguns. Nós encaixamos em todo o tipo de namoro, já não sei o que nos falta experimentar [viver juntos?].
Mas eu tenho a certeza que, apesar de tudo, ao longo dos nossos anos de namoro já tivemos de nos adaptar a muitas situações e saímos sempre juntos e ainda mais apaixonados. E eu só posso estar orgulhosa do nosso amor=)

E das borboletas no estômago que sinto ao ver-te. E da emoção que vai ser quando me abraçares. Naquele aeroporto em que me beijaste há um mês atrás e me fez ter a certeza que a distancia também boa, porque da-nos a oportunidade de nos reencontrarmos. E os nossos reencontros são cada vez mais especiais. E estão guardados aqui dentro. Como em Ansião. Como em Lisboa. Como em todos os dias em que me ias buscar ao trabalho. Como agora.

Até já, amor*











5 comentários:

S* disse...

:') foi lindo de se ler.

Bunyssa* disse...

O vosso Amor é mágico :) *






Quem me dera estar pertinho para ajudar nos dias especialmente difíceis.

Raquel Mendes disse...

awww! que fofo :)
sinto-me numa situação semelhante.

Lady Cat disse...

Como eu me revejo... o máximo de tempo que estive longe do meu namorado foi 1 mês seguido, mas de vez em quando lá tem ele que ir a congressos e cursos por esse mundo fora e eu fico cheia de saudades... nunca e fácil. Não sei se conseguia viver uma relação à distância e o pior é que essa possibilidade é cada vez mais concreta. A vida corre-nos bem, normal, mas falta aquela pessoa que faz parte de tudo e torna tudo mais especial... enfim. Temos que ir vivendo um dia de cada vez e aproveitar os bons momentos*

Vera disse...

Eu faço muitas coisas sem o T., muitas das quais porque ele não quer ir e eu quero, então eu vou e ele fica. Como agora em Santiago... Eu adorei, mesmo, não me arrependo mas... por outro lado, custa a dobrar. Foram 10 dias de férias que por opção passei longe e depois apetece-me mostrar e partilhar o que vivi (que é muito diferente de só mostrar fotos ou contar histórias).

Enfim. O que importa é que a verdade é também essa que dizes: a saudades fazem as borboletas baterem forte, os reencontro são sempre especiais. E isso é também tão bom! :)